quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Maria!

Maria,
teu filho eliminou mais um.
A facadas,
desvairadas,
revoltadas,
pela luta,
de viver
ou de morrer,
aqui mesmo,
nesse inferno,
sem verão,
só inverno.
Muito frio,
na pele,
no sangue,
no prato vazio.
Você lamenta,
e se atormenta,
e chora,
e continua,
na lida,
“da vida sofrida”,
de peito aberto,
pro mundo,
pro perigo
de mais um feto,
que mais tarde,
no chão que arde,
desse país tropical,
será também, marginal.
E aos teus ouvidos,
aquelas palavras,
virarão lugar comum.
Maria,
teu outro filho
matou mais um.

Obrigado, meu alter ego