
Perto de nossa casa existia uma fábrica de picolé e sorvete, cuja marca levava o nome de “quichuá” (não me recordo se a grafia era exatamente esta, mas da pronúncia, não tenho dúvida); essa fábrica costumava diariamente mandar vender os seus produtos nas cidades vizinhas de Teresina (Caxias, Timon, Demerval Lobão etc), e, à noite, quando os carros retornavam com o restante não vendidos, fazia a nossa festa, pois o dono da fábrica mandava distribuir os picolés e sorvetes moles para a garotada que ficava à espreita, ao redor do carro – diga-se: os produtos vinham, ainda, em condições de serem apreciados, inclusive, dependendo da “feira”, sempre sobravam alguns para serem levados para casa.
