Nossa casa ficava bem próxima do mercado central de Teresina, precisamente, dois quarteirões. Um dia eu fui a esse mercado com minha mãe e, passando por uma lojinha próxima àquele, observei, dentre os vários sacos à frente da mesma, que um continha petecas coloridas de vidro (também conhecida por bilas ou bolinhas de gude) e, enquanto minha mãe conversava com o vendedor lá dentro da lojinha, aproveitei a surdina para colocar várias petecas no meu bolso; após minha encerrar a compra de alguma coisa, saímos e, inocentemente (ou por obra do Superior), mostrei para minha mãe as petecas que havia surrupiado – não deu outra: puxões de orelha, uns coques e cascudos distribuídos e a obrigação, no mesmo momento, de devolver o que não me pertencia, portanto, com certeza, foi menos um “trombadinha” que não se materializou!
